segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Mundialização










































Brasileira,vestido chinês, disfarce de havaiana.

De volta ao meu aconchego, livre do bloqueio do partido, volto também pra essa vida virtual. Agora tem menos sentido escrever em português, já que os queridos que estão longe falam outras línguas. Mas como o prazer em escrever continua, as letras saem fáceis. Posso escrever livremente em português, tem mais poesia, às vezes quem sabe posso fazer edições bilíngues de coisas importantes como delírios coletivos itinerantes?
Faz bem não fazer nada obrigatório, ou melhor, fazer tudo dentro de um tempo que lhe apraz e ter assim o tempo de olhar a mangueira. Se inspirar no verde que se transforma pouco a pouco em uma flor roxa e amarela, em um pequeno beijinho rosa e branco, em outra lilás que sobe sobe por cima do telhado até chegar ao sol. Também observar a manga que engorda a medida que os dias avançam e assim, até apodrecer no chão aquelas não colhidaa, dando assim alimento aos insetos e todos os outros, seus amigos que costumamos entender como asquerosos por fazer trabalhos que ao nosso ver são menos dignos. Porque a minhoca, mosca e a larva são vistas como menos dignas que a abelha ou a formiga? Porque comer boi e galinha pode, mas cachorro e cobra não? O camarão nada mais é do que uma barata branca que nada, se pensarmos com cuidado (biólogos que expliquem). Mas é dificil pensar diferente depois que vários definiram o certo e o errado, o bom e o ruim, o bonito e o feio.
Vou comprar um dicionário pra me explicar a viver, o google não sabe mais várias coisas que já se passaram... Ele acha que apraz é marca de remédio que contém "alprazolam", indicado para ansiedade. É... pelo menos pra isso a internet é genial, fazer ligações às vezes inimagináveis de coisas em nexo, mistura de prazer e ansiedade é uma estranha bomba.

Um comentário:

  1. Em Levítico cap11 há uma série de regras sobre o que comer ou não. Boi pode, camelo não, peixe sim, camarão não, galinha pode, urubu nem pensar.

    Na época, morcego era ave, e também não podia.

    Estavam preocupados, na época, com a contaminação, além de poupar alguns animais mais úteis (teis) vivos do que mortos.

    Da bíblia vinha todo o conhecimento. Era o google da época!

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